Home · Blog · Consultoria Gestao
consultoria gestao

Data Warehouse

O Data Warehouse (DW) serve para armazenar informações detalhadas relativamente a uma empresa e criar e organizar relatórios através de históricos que permitirão suportar a tomada de decisão.

Macro Consulting 02 de maio de 2017 6 min de leitura
Revisto pela equipa editorial Macro Consulting Conteúdo enquadrado pela metodologia Macro e atualizado quando há alterações relevantes de mercado, lei ou tecnologia. Política editorial
Data Warehouse
O Data Warehouse (DW) serve para armazenar informações detalhadas relativamente a uma empresa e criar e organizar relatórios através de históricos que permitirão suportar a tomada de decisão. Além disso, o DW permite controlar melhor um determinado processo, disponibilizando uma maior flexibilidade nas pesquisas e nas informações que necessitam. Ao mesmo tempo, apresenta outros impactos positivos:
  • Contribui para a criação de padrões
  • Permite a correção de erros
  • Possibilita a reestruturação de dados de forma a manter um modelo organizado para a análise.

DATA WAREHOUSE E DATA MART

O Data Warehouse é composto por vários data marts. Um data mart pode ser visto como uma subdivisão ou subconjunto de um data warehouse que armazena uma “pequena fatia” de dados. Normalmente, o data mart está direcionado para apenas uma linha de negócios ou equipa, sendo que a informação é totalmente segmentada para um único departamento.

CARACTERÍSTICAS

Algumas características do data warehouse:
  • Organização (utilização de metadados);
  • Consistência;
  • Variedade de tempo (dados são armazenados de 5 a 10 anos em média);
  • Não-volatibilidade (os dados usados para leitura, não recebem actualizações);
  • Estrutura relacional;
  • Arquitectura cliente/servidor (maior facilidade de acesso);
Referir que as inconsistências ao nível do tratamento de dados são identificadas e solucionadas antes dos dados serem carregados. Isto facilita a execução de análises, de relatórios de tendências e de exceção, assim como relatórios que revelam os objetivos versus desempenho real. Ao nível de ferramentas de tratamento de Data Warehouse, destacamos o OLAP (Online Analytical Processing – Processo Analítico em Tempo Real). Esta é uma das ferramentas mais usadas para a exploração de um data warehouse. Resumidamente, esta permite alterar e analisar grandes quantidades de dados em diferentes situações. Esta ferramenta pode ser usada pelos gestores de qualquer área e nível operacional. A principal vantagem passa por disponibilizar informações, apoiando na tomada de decisão. O uso da OLAP pode ser aplicado em diversas áreas. São exemplos as Finanças (Ex: análises, fluxos de caixa, contas, orçamentos, etc.), Marketing (análise de preço, volume de mercado), Vendas (previsões, lucro, clientes), entre muitas outras. Em resumo, o business intelligence utiliza informação recolhida de um Data Warehouse. Contudo, isto não é uma obrigatoriedade ou regra. Nem todos os DW são usados no contexto de business intelligence, nem todas as aplicações de BI exigem um data warehouse.

Veja aqui o que é o Business Intelligence.

Leitura executiva

Este artigo deve ser usado como ferramenta de decisão executiva. O tema data warehouse só cria valor quando entra na agenda da gestão: prioridade clara, owner, dados, ritmo e consequência.

  • Um data warehouse só faz sentido quando resolve integração, qualidade e consistência de dados.
  • A decisão deve partir de casos de uso: reporting, previsão, margem, cliente ou operação.
  • Sem governance, o data warehouse torna-se mais uma camada técnica sem dono de negócio.

Matriz de decisão para a equipa de gestão

CritérioPergunta executivaSinal de prioridade
ValorO tema melhora margem, produtividade, risco, cliente ou retenção?Impacto observável em 90 dias
ProntidãoExistem dados, processo e responsável para executar?Owner nomeado e cadência definida
EscalaA iniciativa pode crescer sem criar complexidade excessiva?Processo replicável e governance simples

Plano prático 30/60/90 dias

  • Dias 1-30: diagnosticar situação atual, escolher prioridade e definir indicador de sucesso.
  • Dias 31-60: executar piloto pequeno, com owner, dados e revisão semanal.
  • Dias 61-90: medir resultado, corrigir desenho e decidir escalar, pausar ou redesenhar.

Como decidir o próximo passo

Antes de avançar, responda a três perguntas:

  • Que sistemas precisam de falar entre si?
  • Que dado é crítico para decisão e hoje não é confiável?
  • Quem governa qualidade e acesso aos dados?

Leitura relacionada: business analytics e data analytics.

Se as respostas ainda estiverem pouco claras, comece por Mapa de IA e Automação. Se já existe prioridade executiva, veja como a Macro Consulting apoia em Transformação Digital.

Fontes

Fontes públicas e institucionais recomendadas para enquadrar este tema e validar conceitos, dados e tendências de gestão:

Leitura executiva para a empresa

Para uma PME, Data Warehouse deve ser lido como uma pergunta de gestão, não apenas como conteúdo informativo. A questão central é perceber se este tema afecta produtividade, dados, processos, automação e retorno operacional e se merece entrar na agenda da administração.

A diferença entre uma leitura superficial e uma leitura útil está na capacidade de transformar o tema numa decisão concreta: que processo deve ser redesenhado antes da tecnologia e que caso de uso tem retorno mensurável. Sem esta tradução, a empresa fica com conhecimento, mas não necessariamente com progresso.

Como transformar este tema em decisão

O primeiro passo é ligar o assunto a um problema real da empresa. Se não houver impacto em margem, risco, caixa, produtividade, equipa ou cliente, o tema pode ser acompanhado sem criar projecto. Se houver impacto, deve ser tratado com critério executivo.

  • Prioridade: que decisão fica melhor depois de analisar este tema?
  • Impacto: que indicador deve mexer se a decisão for bem executada?
  • Responsável: quem tem autoridade para transformar análise em acção?
  • Cadência: quando volta a equipa a rever progresso, risco e próximo passo?

Indicadores a observar

Em transformação digital, IA e automação, a conversa deve sair rapidamente da opinião e entrar em evidência. Os indicadores mais úteis dependem do contexto, mas normalmente passam por tempo poupado, erro reduzido, custo por processo, velocidade de decisão e adopção pela equipa. Quando estes indicadores não existem, o primeiro projecto não é executar; é criar visibilidade.

Uma boa regra prática: se a empresa não consegue medir o antes, também não vai conseguir provar o depois. Por isso, qualquer iniciativa associada a este tema deve começar por baseline, dono de indicador e rotina de acompanhamento.

Próximos passos recomendados

Antes de avançar para uma decisão maior, junte a equipa certa durante 30 a 45 minutos e responda a três perguntas: onde está o impacto, qual é o risco de não agir e que evidência falta para decidir com confiança.

Se a resposta ainda for vaga, comece por uma leitura inicial estruturada. Pode usar o diagnóstico gratuito, ebook IA e Automação para PME, Transformação Digital para transformar o tema numa prioridade clara, com contexto, indicadores e próximo passo.

FAQ

Perguntas que este artigo responde

Qual é a decisão central deste artigo?

data warehouse

Para que tipo de empresa este tema é mais relevante?

CEOs, CFOs, COOs, administradores e decisores de PMEs em Portugal

Que próximo passo faz sentido depois da leitura?

Se o tema estiver ativo na empresa, o passo mais útil é pedir um diagnóstico gratuito para separar prioridade, contexto e próximo passo.