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Caro cliente e parceiro | Carta de 2022

Caro Cliente e Parceiro, É com entusiasmo e gratidão que vos escrevo esta carta, em jeito de balanço de final de ano, para agradecer a confiança que vem sendo depositada na Macro Consulting ao longo destes 6 anos recheados de história e estórias.

Macro Consulting 22 de dezembro de 2022 10 min de leitura
Revisto pela equipa editorial Macro Consulting Conteúdo enquadrado pela metodologia Macro e atualizado quando há alterações relevantes de mercado, lei ou tecnologia. Política editorial
Caro cliente e parceiro | Carta de 2022

Caro Cliente e Parceiro,

É com entusiasmo e gratidão que vos escrevo esta carta, em jeito de balanço de final de ano, para agradecer a confiança que vem sendo depositada na Macro Consulting ao longo destes 6 anos recheados de história e estórias.

Quando fundamos a empresa em janeiro de 2017, com a missão de empoderar líderes e organizações a maximizarem o seu impacto e melhorarem os seus resultados, estava longe de sonhar conhecer tantas e tão boas pessoas e empresas nesta (ainda curta) vida empresarial.

Tem sido uma honra e privilégio poder acompanhar o vosso crescimento e sucesso de perto bem como, em conjunto, superarmos os desafios e obstáculos que se vão colocando no caminho.

E, como bem sabem, os últimos anos têm sido recheados de desafios e obstáculos, criados não apenas pela pandemia, que nos trouxe novos problemas e oportunidades, mas igualmente pela “natural” evolução dos tempos.

Mesmo antes da pandemia, as estatísticas globais já não eram muito animadoras aos olhos do “comum mortal”. Estas dizem-nos que 9 em cada 10 empresas falham, que mais de 50% destas “morre” nos primeiros 4 anos de atividade, e que mais de 82% das empresas que falham, falham devido a problemas de gestão.

Tudo isto parece desencorajador para novos empresários e empreendedores já que, segundo muitos diriam/dirão, “os números não estão do nosso lado”… Este pensamento é característico daquilo que a Drª Carol Dweck apelida de “atitude mental fixa” no seu livro “Mindset – Atitude Mental para o Sucesso”, que recomendo vivamente. Pessoas com este tipo de atitude mental, não veem as oportunidades nos desafios e, por esse facto, dificilmente terão sucesso.

No entanto, o cliente e parceiro que nos lê e que connosco trabalha, é feito de outra fibra: é detentor de “atitude mental progressiva”. Esta atitude é aquela que permite o sucesso empresarial e pessoal, encarando todos os desafios como oportunidades e crescimento. E, pensando na estatística atrás, podemos ver a nossa realidade como boas notícias já que quer a Macro Consulting quer todos os que nos acompanham desde o início, já ultrapassaram (com sucesso) o “Cabo das Tormentas” dos primeiros 4 anos de atividade, "dobrando-o" com sucesso.

Todos os anos são desafiantes e 2022 não foi exceção. E, confesso, que se assim não fosse não teria graça nenhuma, pelo menos para nós que gostamos de desafios e obstáculos!

Os desafios são uma realidade e a boa ou má notícia, dependendo da atitude mental que quisermos adotar, é que em 2023 vamos continuar a ter de os enfrentar e superar.

Partilho abaixo a tríade de desafios que, não sendo de hoje, deverão ser o principal foco no presente e no futuro para assegurar a sua superação.

  1. Pessoas: novo modelo de liderança

Cada vez mais, os modelos antigos de liderança e gestão não são aplicáveis à realidade atual. As pessoas mudaram, os modelos de negócio e organizações mudaram, o mundo mudou… E, por isso, não faz para nós sentido gerir ou liderar empresas e pessoas, respetivamente, com modelos e práticas que já não são adequados.

Ao contrário do que se pensava na era industrial, em que as máquinas eram vistas como o mais importante nas organizações, as pessoas são hoje o centro de tudo. São elas o mais importante e é nelas que devemos focar a nossa atenção, empatia, comunicação positiva e, em resumo, os novos modelos de liderança devem ser adaptados.

Os desafios de motivar equipas, aumentar a produção, criar boas culturas organizacionais, melhorar os produtos/serviços e ter mais lucro estão, todos sem exceção, ligados (tal como há anos atrás apesar de não serem vistos como tal) às pessoas que, se bem acarinhadas e motivadas, podem ajudar a mudar o mundo. Os novos modelos de gestão e liderança devem ter isso em conta como uma realidade irrefutável.

Na Macro Consulting não defendemos o provérbio “olha para o que eu digo, não olhes para o que faço”. Defendemos a Lei da Imagem, uma das “21 Irrefutáveis Leis da Liderança” que John C. Maxwell aborda no seu livro com o mesmo nome, que mais não é do que darmos o exemplo. E foi por isso que no dia 1 de janeiro de 2022 passamos a adotar um horário de 36 horas semanais, com muita flexibilidade, que permite aumentar drasticamente níveis de motivação e, ao contrário do que se possa pensar, a produtividade.

Acreditamos na ciência e a mesma tem vindo a dar-nos razão nos resultados que atingimos internamente (no melhor ano de sempre da empresa) bem como nos resultados dos nossos clientes que decidiram adotar esta medida bem como implementar novos modelos de liderança e gestão.

A partir de 1 de janeiro de 2023 vamos passar para um modelo de 4 dias por semana (32 horas semanais) e, daqui a um ano, cá estarei para vos dizer que 2023 foi o melhor ano de sempre (podem apostar!).

  1. Processos: organização e produtividade

Não acreditamos em maus colaboradores. Acreditamos em comunicações desadequadas ou ineficazes e em maus processos e procedimentos.

É o que a filosofia Kaizen e muitas outras, do ponto de vista teórico, nos mostram e o que os clientes nos quais implementamos estas boas medidas, na prática, demonstram.

O que temos vindo a fazer ao longo do tempo em vários clientes passa por seguir vários passos. Começamos por conhecer a empresa e as suas pessoas, seguidamente compreendermos os processos e ferramentas utilizadas, auscultar as dores e problemas das pessoas e líderes e, depois, construir/definir procedimentos e implementar as melhores soluções.

Isto permite ter eficácia e aumentar a eficiência, diminuindo desperdício de tempo e recursos, aumentar a motivação das equipas, atingir os objetivos e melhorar os resultados.

Criar e implementar processos é fundamental para o sucesso e não deve ser adiado já que, tal como as pessoas, são uma componente fundamental para o sucesso organizacional.

  1. Inovação tecnológica: adequação do negócio aos novos tempos

A tecnologia veio ajudar a humanidade a ultrapassar vários desafios que, sem ela, não seriam possíveis de alcançar (pelo menos em tempo útil!).

Na saúde, na educação, na indústria, nos serviços, enfim, em todas as áreas e vertentes da nossa vida pessoal e profissional, a tecnologia veio mudar (para melhor) o nosso dia-a-dia.

Apesar da pandemia ter trazido digitalização e mais inovação aos negócios nas organizações, a verdade é que a inovação tecnológica continua (ainda) aquém das suas potencialidades. Há várias coisas a este nível que as empresas podem e devem adotar que vão desde ferramentas de gestão, implementação de soluções e automatismos a hardware e software mais capaz, entre muitos outros.

Apostar na tecnologia para servir as pessoas e melhorar os processos é o caminho.

Em jeito de nota, em relação a este tema aconselho vivamente o livro “Homo Deus” do Yuval Noah Harari já que aborda muitos temas interessantes sobre o passado, presente, e sobretudo futuro.

2022 foi um ano para sempre recordar como o melhor ano de sempre para grande parte dos nossos clientes e, consequentemente, para a Macro Consulting.

Estamos preparados para o que aí vem, estando 101% comprometidos com aquela que é a nossa missão de empoderar líderes e organizações a maximizarem o seu impacto e melhorarem os seus resultados.

Juntos, vamos fazer de 2023 um MACRO ANO.

Votos de um feliz natal e boas entradas de toda a equipa da Macro Consulting.

Vosso,

Em resumo: o que este tema ensina à gestão

O ponto central de Caro cliente e parceiro | Carta de 2022 não é apenas a notícia ou o episódio que lhe deu origem. Para uma PME, o valor está em perceber que decisão executiva fica em aberto: onde há risco, que capacidade interna falta, que indicador deve ser acompanhado e que prioridade merece tempo da administração.

Esta leitura é especialmente relevante em organização, cultura e liderança. O erro comum é reagir ao tema de forma isolada: uma candidatura, uma tecnologia, uma alteração regulatória, uma notícia de mercado ou uma tendência de liderança. A abordagem mais útil é transformar o assunto num pequeno teste de gestão: o que muda, quem decide, que evidência confirma a decisão e qual é o próximo passo nos próximos 30 dias.

Porque continua relevante para PME

Muitas empresas crescem mais depressa do que o seu sistema interno. Quando isso acontece, temas aparentemente externos começam a expor fragilidades internas: falta de indicadores, processos dependentes de pessoas-chave, decisões sem cadência, pouco controlo sobre margem, ou ausência de critérios para priorizar investimento.

Neste contexto, ligar comportamento, responsabilidades e ritmo de liderança à execução real da estratégia. Uma organização madura não precisa de reagir a todos os sinais; precisa de saber quais merecem análise, quais exigem plano e quais devem ser simplesmente monitorizados.

O objectivo não é transformar cada notícia num projecto. É criar disciplina para distinguir curiosidade, oportunidade e prioridade. Essa distinção evita desperdício de tempo, reduz decisões impulsivas e melhora a qualidade da conversa entre gestão, finanças, operações e liderança.

Riscos a evitar

Antes de avançar, vale a pena verificar se a empresa não está a cair num destes padrões:

  • tratar cultura como discurso e não como sistema de decisões
  • deixar responsabilidades críticas implícitas
  • promover liderança sem indicadores de maturidade
  • ignorar o custo de desalinhamento entre equipas

Checklist executivo para decidir

  • Impacto: que métrica pode melhorar ou proteger? Margem, caixa, produtividade, risco, satisfação do cliente ou velocidade de decisão?
  • Responsável: quem tem autoridade para transformar a análise em acção?
  • Prazo: há uma janela crítica ou este tema pode esperar por outro ciclo de planeamento?
  • Dados: que informação falta para decidir com confiança?
  • Execução: existe capacidade interna para implementar, ou é necessário apoio externo?

Como aplicar nos próximos 30 dias

Semana 1: enquadre o tema numa reunião curta de gestão. Não comece por soluções; comece por perguntas. Que problema real isto pode resolver? Que risco revela? Que decisão adiada pode desbloquear?

Semanas 2 e 3: recolha evidência mínima. Use dados internos, conversas com responsáveis e uma leitura financeira simples. O objectivo é perceber se há material suficiente para justificar uma iniciativa, ou se o tema deve ficar apenas em observação.

Semana 4: tome uma decisão explícita: avançar, adiar, arquivar ou transformar em diagnóstico. A decisão deve ficar ligada a um responsável, a um indicador e a uma cadência de revisão. Sem estes três elementos, a empresa fica apenas com intenção.

Perguntas frequentes

Este tema justifica sempre um projecto?

Não. Muitos temas justificam apenas uma leitura rápida. Passa a projecto quando há impacto material, urgência, risco relevante ou oportunidade clara de melhorar margem, valor, produtividade ou controlo.

Como sei se devo envolver a equipa de gestão?

Deve envolver a equipa quando a decisão cruza áreas: finanças, operações, pessoas, tecnologia ou comercial. Quanto mais transversal for o tema, maior a probabilidade de precisar de alinhamento executivo.

O que torna uma análise accionável?

Uma análise é accionável quando termina com decisão, responsável, métrica e prazo. Se termina apenas com opinião, ainda não está pronta para execução.

Qual é o próximo passo mais prudente?

O próximo passo é comparar este tema com outras prioridades da empresa e perceber onde há maior retorno ou risco. Pode começar por diagnóstico gratuito, Programa SALTO, Organização, Cultura e Liderança.

Como regra prática, avance apenas quando conseguir escrever numa frase a decisão, numa segunda frase o impacto esperado e numa terceira frase o dono da execução. Se isso ainda não for possível, a prioridade não é executar; é diagnosticar melhor.

Próximo passo: Se o bloqueio está em liderança, responsabilidade ou cultura, transforme a reflexão num diagnóstico accionável. A Macro pode ajudar a transformar este tema numa leitura executiva simples: prioridade, risco, impacto e plano de acção.

FAQ

Perguntas que este artigo responde

Qual é a decisão central deste artigo?

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Para que tipo de empresa este tema é mais relevante?

CEOs, CFOs, COOs, administradores e decisores de PMEs em Portugal

Que próximo passo faz sentido depois da leitura?

Se o tema estiver ativo na empresa, o passo mais útil é diagnosticar comportamentos, rituais de liderança e capacidade real de execução.